Notícias Edição Nº 26

Fernanda Bolsonaro defende marido após ataque de Michelle

A esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Fernanda Bolsonaro, saiu em defesa do marido após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) divulgar um vídeo acusando o enteado de desrespeito durante uma conversa telefônica.

Fernanda Bolsonaro defende marido após ataque de Michelle
Foto: flavio fernanda bolsonaro 1

“Como esposa, eu escolho olhar para aquilo que vejo todos os dias: um homem leve, respeitoso, carinhoso, restaurado e um pai dedicado às nossas duas filhas”, escreveu Fernanda na rede social X (antigo Twitter).

Na noite de quinta-feira, 25, Michelle publicou um vídeo em que afirma ter sido “maltratada” por Flávio após se posicionar contra uma aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) nas eleições do Ceará. “Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, relatou a ex-primeira-dama.

No mesmo vídeo, Michelle declarou não aceitar o acordo com “um homem que é contra o maior líder da direita”. Segundo ela, a aliança no Ceará também preteriu a vereadora Priscila Costa, sua aliada em Fortaleza.

Em nota, Flávio Bolsonaro negou ter desrespeitado Michelle. “Jamais o faria com a esposa do meu próprio pai”, afirmou o senador. Ele classificou as divergências sobre acordos partidários como “naturais” e disse ter “absoluta convicção de que todos nós temos o mesmo objetivo: o melhor para o Brasil e nos livrar da esquerda”. Em resposta, Michelle disse “não ter raiva de ninguém”.

Entenda o contexto da disputa no Ceará

A aliança entre o PL e Ciro Gomes no Ceará gerou polêmica dentro da família Bolsonaro. Ciro, ex-governador e ex-ministro, é adversário histórico do ex-presidente Jair Bolsonaro. A vereadora Priscila Costa, apoiada por Michelle, ficou de fora do acordo, o que motivou o desabafo público da ex-primeira-dama.

Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República, defendeu a aliança como estratégica para fortalecer a direita no estado. A situação expôs divergências internas no partido e na família, mas todos os envolvidos afirmam manter o foco em 2026.