O Ciclo Nacional da Ecoeficiência (CNE 2026) atingiu a marca de cem empresas inscritas em sua primeira semana de atividades. O movimento foi lançado no dia 07 de abril e é conduzido pela Econext e pela Químea Inteligência Ambiental.
A rápida adesão mostra a procura de companhias de diferentes portes por um modelo de competitividade que priorize a eficiência operacional e o uso inteligente de recursos.
Dados do setor de gestão indicam que desperdícios nos processos podem representar uma perda de até 30% do faturamento de uma empresa no Brasil. Em um cenário global onde a economia circular pode movimentar US$ 4,5 trilhões até 2030, o país busca se adaptar a modelos mais enxutos. A proposta do ciclo é transformar custos ambientais em margem de lucro e vantagem competitiva.
A liderança do projeto está a cargo de Marçal Paim, mestre em Engenharia de Produção pela UFSM e autor de livros sobre gestão de resíduos. Ele fundou a Químea em 2023, que se tornou a maior rede de franquias ambientais do Brasil. Sua experiência vai da consultoria estratégica ao desenvolvimento de soluções digitais, dando base técnica ao ciclo.
A metodologia utilizada se concentra em cinco áreas: produtividade, gestão, energia, água e resíduos. Ao contrário de consultorias tradicionais, o movimento oferece um diagnóstico rápido e uma autoavaliação sem custo. Isso permite que os gestores identifiquem rapidamente oportunidades de melhoria em seus processos.
O objetivo é criar um efeito em rede, no qual a eficiência de uma empresa ajude a impulsionar toda a sua cadeia produtiva, gerando valor compartilhado e fortalecendo a economia.
A variedade das cem primeiras organizações inscritas revela que o tema da ecoeficiência interessa a empresas de todos os tamanhos. O interesse inicial sugere uma mudança de postura no meio empresarial, que passa a enxergar a otimização de processos como um ponto central para o crescimento. A grande adesão valida a proposta apresentada pelas instituições para o mercado brasileiro.
Com a perspectiva de um Ranking Nacional de Competitividade Ecoeficiente, o ciclo inicia um novo momento para a gestão de resultados no país. As empresas que participam garantem um posicionamento diferenciado perante investidores e consumidores, que cada vez mais valorizam a transparência e a eficiência operacional.
A parceria entre a Econext e a Químea busca assegurar que o ciclo represente o início de um legado de inovação e lucratividade duradoura para o setor produtivo brasileiro. A iniciativa é vista como um passo importante na transição para uma economia mais eficiente e sustentável, alinhada com as demandas do mercado global.

