Trump diz que petróleo flui; há um problema
A administração Trump afirma que o fluxo de petróleo voltou ao normal. Há apenas um problema: os dados de tráfego de navios-tanque no Estreito de Ormuz, uma das rotas energéticas mais movimentadas do mundo, não confirmam essa versão.
De acordo com a CNN, que publicou a reportagem nesta quarta-feira (12), a avaliação oficial contrasta com o que é observado na prática. Enquanto o governo dos Estados Unidos insiste que a passagem de petroleiros está ocorrendo sem interrupções, informações de rastreamento marítimo indicam que o movimento ainda está longe do considerado típico para a região.
O cenário coloca em dúvida as declarações feitas por autoridades americanas sobre a estabilização do mercado após o aumento das tensões entre os EUA e o Irã. A análise da CNN aponta que o fluxo de petróleo no estreito é um indicador sensível e que qualquer oscilação no tráfego pode ter impacto imediato nos preços globais da commodity.
Em meio ao conflito, a Fox News também reportou que o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz foi reduzido a um fio de água. A situação contrasta com a visão de analistas da Bloomberg, que publicaram um artigo opinativo destacando que, para o mercado de petróleo, o estreito não está fechado, sugerindo que, apesar da tensão, a navegação não foi totalmente interrompida.
O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica entre Omã e Irã, por onde passa cerca de um quinto do consumo global de petróleo. Qualquer ameaça ou interrupção nessa rota tende a gerar volatilidade nos preços internacionais e preocupação em países dependentes das importações da região do Golfo Pérsico.