O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Carlos Viana, destinou R$ 3,6 milhões à fundação da Lagoinha. A informação foi divulgada pela coluna do jornalista Tácio Lorran, no site Metrópoles.
Os recursos foram transferidos durante a sua gestão à frente da comissão. A fundação da Lagoinha está ligada à Igreja Batista da Lagoinha, uma das maiores denominações evangélicas do país.
A CPMI do INSS foi instalada para investigar supostas irregularidades dentro do instituto. O repasse de valores a entidades religiosas por parte de parlamentares em exercício costuma ser alvo de análise e questionamento.
Não há detalhes, até o momento, sobre a finalidade específica do envio do dinheiro. Também não foi informado se o valor foi liberado em uma única parcela ou em várias transferências.
Casos semelhantes já foram noticiados anteriormente, envolvendo outros políticos e repasses a instituições religiosas. A prática levanta debates sobre o uso de recursos e a relação entre política e religião.
A assessoria de Carlos Viana ainda não se pronunciou publicamente sobre o assunto. A fundação da Lagoinha também não emitiu nenhum comunicado até agora.
A oposição no Congresso deve solicitar esclarecimentos formais sobre o destino dos recursos. O valor de R$ 3,6 milhões é considerado expressivo para esse tipo de transação.
A matéria original pode ser consultada no site do Metrópoles, conforme a fonte indicada. A apuração sobre o caso segue em andamento.
