Notícias Edição Nº 34

Marcelinho e Edmundo superam 90% dos políticos em patrimônio

Os ex-jogadores Marcelinho Carioca e Edmundo declararam à Justiça Eleitoral um patrimônio somado de R$ 61,4 milhões. Marcelinho informou possuir R$ 45,4 milhões em bens, enquanto Edmundo declarou R$ 16 milhões. Os números constam nas prestações de contas entregues ao TSE.

Marcelinho e Edmundo superam 90% dos políticos em patrimônio
Foto: img 4717

O valor coloca os ex-atletas em um patamar superior ao da maioria dos políticos brasileiros. No cenário nacional, apenas nomes ligados ao grande empresariado e ao agronegócio, como Romeu Zema (R$ 178,7 milhões) e Ronaldo Caiado (R$ 52,5 milhões), apresentam fortunas que rivalizam ou superam a soma dos bens dos dois ex-jogadores.

Fora do círculo dos grandes magnatas, a diferença é ainda maior. O patrimônio combinado de lideranças como Luiz Inácio Lula da Silva (R$ 4,8 milhões) e Flávio Bolsonaro (R$ 8,2 milhões) é mais de quatro vezes inferior ao montante declarado por Marcelinho e Edmundo.

No Distrito Federal, o contraste também chama a atenção. A soma dos bens declarados pelos principais candidatos ao Palácio do Buriti, incluindo Celina Leão (R$ 440 mil), José Roberto Arruda (R$ 830,1 mil), Leandro Grass (R$ 285 mil) e Paula Belmonte (R$ 1,8 milhão), não chega a R$ 3,5 milhões. Esse total representa menos de 6% do patrimônio acumulado pelos dois ex-atletas.

Origens distintas do patrimônio

Os dados mostram uma diferença clara na origem da riqueza entre os grupos. Os ex-jogadores construíram seus patrimônios com contratos de imagem, luvas e investimentos imobiliários durante a carreira. Já os políticos de carreira tradicional, em sua maioria, declaram bens baseados em salários do funcionalismo público e imóveis registrados pelo valor histórico de aquisição no Imposto de Renda.

Enquanto os números do futebol de alto rendimento se aproximam dos grandes empresários do agro e da indústria, os valores declarados pela classe política convencional ficam distantes dessa realidade.