Notícias Edição Nº 22

Hajj atrai 1,5 milhão a Meca em meio a guerra

Quase 1,5 milhão de muçulmanos iniciaram nesta segunda-feira (25) os rituais do hajj, a peregrinação a Meca, na Arábia Saudita. O evento ocorre em meio a esperanças por um acordo de paz no Oriente Médio.

Hajj atrai 1,5 milhão a Meca em meio a guerra
Foto: ramadã gaza

Os peregrinos se reuniram na cidade sagrada do islã sob temperaturas que podem chegar a 47 graus. Vestidos de branco, eles começaram o dia com o rito do “tawaf”, que consiste em dar voltas ao redor da Kaaba, na Grande Mesquita.

O início do hajj coincide com possíveis avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã para um acordo de paz. A Arábia Saudita e seus vizinhos enfrentam disparos de drones e mísseis iranianos, em resposta a ataques de Israel e dos EUA iniciados em 28 de fevereiro.

Riade tenta manter a política afastada da peregrinação, que conta com milhares de fiéis iranianos. Apesar da guerra, o número de visitantes superou o do ano passado, segundo autoridades sauditas.

O reino saudita permanece em alerta. O Ministério da Defesa afirmou que as forças de defesa aérea protegem o céu sobre os locais sagrados para garantir a segurança dos peregrinos.

Peregrinos entrevistados pela AFP expressaram esperança de paz. “O conflito no Irã afetou o mundo inteiro. Ninguém quer guerras”, disse Mohamed Shahada, egípcio de cerca de 50 anos.

O hajj é uma das maiores concentrações religiosas do mundo. Todo muçulmano deve realizá-lo ao menos uma vez na vida, se tiver condições. A peregrinação inclui uma série de ritos em Meca e arredores.

Antes de chegar à cidade, os peregrinos entram em estado de pureza, chamado ihram, com vestimentas específicas. Os homens usam uma veste branca sem costuras, e as mulheres vestem túnicas largas, geralmente brancas, deixando apenas rosto e mãos descobertos.

O primeiro ritual são sete voltas ao redor da Kaaba. Depois, os peregrinos passam a noite em tendas em Mina. Na quinta-feira, seguem para o Monte Arafat, a cerca de 20 quilômetros de Meca, onde o profeta Maomé teria feito seu último sermão.

A Arábia Saudita arrecada bilhões de dólares anualmente com a peregrinação, que ocorre nos locais sagrados de Meca e Medina.