Notícias Edição Nº 32

Convenções terminam e negociação passa às executivas

A última convenção partidária deste ciclo eleitoral, da federação PT-PV-PCdoB, começou sem surpresas. O petista Leandro Grass afirmou que o evento defenderia uma aliança, mas que ali também seria oficializada a candidatura dele ao governo do Distrito Federal.

Convenções terminam e negociação passa às executivas
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Na prática, isso indicou que não haveria uma revisão na chapa para viabilizar uma frente ampla de esquerda, que pudesse incluir PSB, PDT, PSOL e outros partidos. Grass costuma defender essa união, mas o desenho atual segue o previsto.

O cenário partidário, no entanto, ainda não está totalmente fechado. A maioria dos partidos, incluindo os de esquerda, transferiu para as executivas nacionais o poder de completar as chapas e até de fazer substituições de nomes. A legislação eleitoral permite essa movimentação dentro de um prazo específico.

Chapas completas são a exceção neste momento. Entre as principais candidaturas, as de José Roberto Arruda, Paula Belmonte e Ricardo Cappelli ainda não definiram os vices nem os dois nomes para o Senado. Essas escolhas precisarão ser feitas dentro do calendário eleitoral.

Planalto pode interferir

Com o fim das convenções, uma mudança estrutural que unisse PT e PSB só ocorreria com uma intervenção do Planalto. Essa avaliação é compartilhada por integrantes das seções locais dos dois partidos.

Esse tipo de interferência já aconteceu antes. Em eleições passadas, o presidente Lula decidiu pela entrega da cabeça de chapa no Distrito Federal ao PV. Neste ano, o PT retirou seus candidatos majoritários no Rio Grande do Sul e em Pernambuco.

No DF, porém, essa ação é vista como improvável. O impacto nacional seria pequeno e a influência na votação presidencial seria mínima. Hoje, nem os principais partidos de esquerda acreditam nessa possibilidade.