Um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados propõe definir o conceito de antissemitismo no Brasil com base nos parâmetros da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA). A proposta levanta um debate sobre os possíveis impactos na liberdade de expressão.

O texto reúne apoio de 45 parlamentares de diferentes partidos. Entre os nomes estão Tabata Amaral (PSB-SP), Kim Kataguiri (União-SP), Heloísa Helena (Rede-RJ) e deputados do PT, como Reginaldo Lopes (MG).

A proposta classifica o antissemitismo como uma forma de racismo e estabelece que essa definição deve orientar políticas públicas nacionais. Um dos pontos centrais prevê que manifestações antissemitas podem ter como alvo o Estado de Israel, “encarado como uma coletividade judaica”.

Isso abre margem para que críticas ao país sejam enquadradas nesse contexto, a depender da interpretação. O projeto ressalva que críticas a Israel semelhantes às dirigidas a outros países não devem ser consideradas antissemitas.

No entanto, a proposta adota como referência exemplos da IHRA que serão utilizados para orientar interpretações sobre o tema. Essa adoção tem gerado discussão sobre os limites entre crítica política e discurso de ódio.

Embora não crie novos tipos penais, o projeto vincula o tema à Lei do Racismo. Essa vinculação pode influenciar a aplicação da legislação já existente.

Na justificativa, os autores afirmam que a medida busca dar mais clareza às políticas públicas. Eles reforçam que o objetivo não é restringir o debate político, que deve ser preservado dentro dos limites constitucionais.

A informação foi publicada por CartaCapital em 30 de março de 2026.

Outras notícias relacionadas

Em desenvolvimentos internacionais recentes, o conflito entre Irã e Israel prossegue com ataques de ambos os lados. Os Estados Unidos estão cogitando uma operação terrestre, conforme relatado pela agência AFP.

O Brasil condenou a ação da polícia de Israel por barrar líderes católicos de celebrarem missa em Jerusalém. Esse fato foi noticiado por Wendal Carmo.

Além disso, houve ataques dos EUA e de Israel a usinas nucleares no Irã, de acordo com informações da AFP.

Formado em Publicidade e Propaganda pela UFG, Nathan começou sua carreira como design freelancer e depois entrou em uma agência em Goiânia. Foi designer gráfico e um dos pensadores no uso de drones em filmagens no estado de Goiás. Hoje em dia, se dedica a dar consultorias para empresas que querem fortalecer seu marketing.